24 de setembro de 2006

Problemas corriqueiros podem ser ocasionados por procedimentos confusos. Ocorre quando as pessoas veem a si mesmas como o foco principal e julgam tudo que com elas venha se relacionar. Sendo o grupo do qual fazem parte tido como o certo então isso pode ocasionar confusão. Muitos "certo", para ele, são coisas abomináveis. Seus frequentadores veladamente incitam e praticam o discernir pessoas, seus atos, o odiar camuflado, etc. Distinguir o que estão falando, como estão falando e de quem estão falando é preciso. Formamos idéia de que somos uma vida, um ser, temos um corpo, mente, intelecto, fazemos parte de algo quando tocados, seja por um sorrir, um olhar, um escrever, uma palavra pronunciada. Sendo assim é preciso um vigiar dos pensamentos, das atitudes, das impressões que fazemos sobre as pessoas e os acontecimentos circundantes. Assumindo uma responsabilidade abrangente pelas nossas próprias vidas e nas preferências que efetuamos podemos transformar as crenças mais profundas. Toda pessoa aspira ser, tem o desejo ardente em ser reconhecida e amada pelo que é e pelo que fez. Mesmo os defeitos podem ser apreciados quando entendidos com o coração.
12 de setembro de 2006

SER DIFERENTE
Assunção da igualdade. É sensacional quando se percebe que isso acontece só porque procuramos ser diferentes. Nessas andanças da vida ao pararmos, querendo, para prestar atenção às coisas e pessoas acabamos vendo matérias interessantes. É chamativo o fato de que fazemos parte delas, desses acontecimentos, por mais que queiramos ou não ou para diferenciarmo-nos. Chega-se a concluir que podemos ter nosso modo próprio, nossa maneira de ser desde que esse comportamento se aproxime, e muito, das tendências que são ditadas no momento. Não basta querer ser ‘diferente’. É preciso, é uma exigência, que se pertença a um grupo, a uma tribo, a uma religião, etc. E então os nomes, os rótulos recebidos são variados. Batalham para que você tenha uma identificação, que se lhe a impregne na testa, que sobressaia no seu modo de ser, na sua maneira de falar, no explodir luminoso do "eu sou tal coisa". Esse modo de ser é reverenciado por pessoas que só conseguem ficar em paz quando classifica outras como lhes apraz. Dão-lhes então legendas já preconcebidas adquiridas durante doutrinação. Mostram-se inquietas quando se deparam com alguém que se lhes oponha aos desejos da ‘conversão’ e consequentemente passam a dar-lhes variadas nomeações estranhas. Mas porque há esse tipo de comportamento? Porque os preconceitos que se enraízam são muito mais fortes que a noção pode oferecer. É preciso saber a classificação da outra pessoa, no universo das classificações, para que haja um ‘julgamento soberano’. E dificilmente as coisas mudam. Ser diferente chama a atenção das pessoas. Ser você. Ser autêntico incomoda e sempre procuram motivos, razões, uma certeza indiscutível para esse comportamento incomodativo. Não conseguem simplesmente aceitar. Sempre há um olhar de espanto. Sempre um querer transformar a pessoa na pessoa que elas querem. Chegam até a se revoltar.
Na verdade, nessa vida, tudo que realmente se tem à frente é um dia ligando-se a outro sendo que essa ligação não possui começo ou fim e por essa razão é preciso, para um satisfazer, se construa algo concreto para si e também para os circundantes conhecendo-os ou não. A certeza que se tem é de que apenas sempre haverá um novo dia. Estejamos aqui ou não para presenciá-lo.
Não é o bastante apenas participar da existência ocupando um espaço destinado ao fluir da vida mas que se exista e se saiba aproveitá-la.
10 de setembro de 2006

"É PECADO E PRONTO"
Quantas vezes nos deparamos com essa frase!
Esse subterfúgio para fuga de um conversar sadio encontramo-lo em pessoas que querem estar isentas de qualquer responsabilidade de decisão. Transferem. Não sabendo decidir reta e adequadamente, simplificam. Em todo o íntimo reside o medo e por isso não reconhecem um engano. Estão sempre certas em suas atitudes, seus pensamentos, suas ações, etc. São portadoras de critérios para identificar as pessoas sendo que as classificam como praticantes do bem ou praticantes do mal sendo ‘boas’ aquelas ligadas ao grupo a que pertencem. No entanto dizem estar abertas ao diálogo. Essa pseudo abertura é meio de apregoar suas idéias mas impregnado no cerne está a antipatia pronta a ser desperta atingindo aquelas que não pensam igual.
Enfim…
8 de setembro de 2006

Expressão da alma. Assim é conhecido o olhar. Inviolável. Apresenta ocultamente um virtual de energias que dão valor às palavras. Bem dirigido, sagaz, reforça mensagens e ensinamentos. Os olhos passam todas as informações necessárias, não obstante estarem sós. Os sentimentos, assim como os pensamentos, são por eles emitidos atingindo o mundo externo. Encontramos então pessoas desequilibradas emitindo energias sem rumo provindas de seu íntimo e que produzem vários danos. Através o olhar. Causam um verdadeiro mal estar. São característicos de pessoas em descontentamento, com complexo de inferioridade - mesmo que camuflado - uma vez que se julgam incapazes de conseguir com próprio esforço o objeto ou a ação desejadas. Seguem a vida lamentando-se de tudo. Estão normalmente ligadas às enfermidades, à mesquinhez, ao egocentrismo e uma série de assuntos internos mal resolvidos. Uma coisa é certa, a nossa felicidade certamente incomoda muita gente e durante toda vida nos veremos obrigados a lidar com isso.
Modo de combater? Deixar a ingenuidade de lado. Procurar conhecer a pessoa e seus quereres, o que mais lhe alimenta negativamente o coração pois ajuda a pressentir suas intenções e nos livrar de surpresas. É olhar no olhar.
Isso não significa ser malicioso e apenas ver o mal em tudo e em todos mas com um pouco de sensibilidade aprende-se a posicionar atitudes de forma correta em cada situação podendo dar abertura para quem merece confiança e agindo em posição defensiva com relação àquelas que não nos inspiram bons fluídos. O segredo é não se deixar levar pelas aparências, pelo falar abatido e somente pela razão. A partir disso promover uma seleção dos ‘amigos’, saber a quem confiar segredos e principalmente determinar quem deve ou não partilhar-nos. Os desejosos estão à procura e saboreiam plenamente aquelas de vontade fraca, indecisas medrosas, supersticiosas que não se julgam merecedoras de felicidade. São alvos fáceis.
O fortalecimento interior é a melhor armadura contra as investidas externas. Não se pode, nunca, olhar para uma pessoa demonstrando medo ou se sentindo inferior a ela em termos de poder. Há pessoas que gostam de alardear seus ‘poderes’. Ah! ter medo, expô-lo, é dar força a essas pessoas. Deve ser demonstrada ante suas presenças somente alegria. Em tudo. Aquela alegria que querem combater porque não admitem que a pessoa tenha. Essa atitude alegre corta o padrão vibratório e deixa a provocadora sem ação. Não gostam de pessoas alegres. Querem ouvir sobre doenças, maldições, desastres, tragédias, morte, acontecimentos perversos e muitos etcs….
O importante é não esquecer: "Nunca tenha vergonha ou culpa por ser feliz."
5 de setembro de 2006
O ciúmes é na verdade um vilão que entra sorrateiramente nos relacionamentos e causa danos irreparáveis ao longo dos tempos. Vai minando a resistência da alegria, da paz, dos sonhos, de maneira a colocar um ponto final em histórias que tinham tudo para dar certo. Por envolver riscos e sofrimentos, o ciúme se apresenta de formas distintas, obsessivas, prevalentes ou delirantes. Conviver com o ciúme não é fácil. Tanto por parte de quem sente quanto de quem é alvo. Ele é um sentimento destrutivo e doloroso que perturba e gera situações incômodas aliando-se a outros sentimentos maléficos como inveja, ódio, vingança, inferioridade e orgulho. Quem tem ciúme é considerado um vulcão prestes a entrar em erupção. É vulnerável, tem auto estima baixa e como defesa um comportamento impulsivo e agressivo.
Cultivo que não vale nenhum esforço.
1 de setembro de 2006

E conhecer sem ver?
É fascinante. Um conhecimento que nasce dentro da gente e então se forma da maneira mais agradável possível, com todos os detalhes possíveis. Não é o ver as formas externas delineadas consagrando uma escultura, um corpo, fazendo-o determinado então, para sempre. É a liberdade em "ver" como o nosso íntimo descreve. É a melhor imagem que se pode ter de uma pessoa. Não o seu físico mas a sua marca. A tendência é misturar o externo com o interno. O ver externamente transmite uma sensação que pode abalar a sensação interna. Ou não. É bom ver sem ver. Sentir vendo. Configurar pelo apanhado de espírito que se produz em nossa mente. Esse tipo de visão não tem limites, não tem regras impostas a seguir. Somos livres para criar esse ver e tenho certeza, queremos ser vistos através dessa ótica.Como é agradável conhecer pessoas.