28 de novembro de 2006

O escrito é veículo pessoal de expressão tanto de sí, o autor, como de outrens ou de outras coisas. Pode estar cheio de subjetividade, sentimentos externos, interiores, que acabam representando um mundo. Um mundo próprio. Toda pessoa tem comportamentos que revelam o seu mundo próprio, seus conhecimentos, seus interesses, suas vontades, suas maneiras de atuação. É um fluir de sensações, de percepções claras, de símbolos, de afeições, de provocações, de refúgios e outras mais. Muitas vezes todo escrito não é lido assim como o falado não é ouvido. Tudo cai no esquecimento. Não é encontrado o destinatário ou destinatários e então não se pode traçar nenhuma representação fiel desse todo porque não devidamente apropriado. E tudo isso poderia ser grande nascedouro. Nascedouro de idéias, de interpretações, de vivências, de aprendizados. Existem sensibilidades que historiam como verdadeiras loucuras e assim são denominadas quando lidas, ouvidas. Cada pessoa tem uma história. Sua própria história. Pode sofrer descaso quando porque há desconhecimento do ouvinte, no entanto, todas as pessoas merecem atenção. Atenção produz sentimentos e esses dão um matiz diferente à vida provocando reações diversas que podem ser negativas ou positivas. Podem produzir ou não simpatia. É preciso então cuidado no trato para que não ocorram adversidades. Sentir a vida é aceitá-la, é sorrir-lhe, é ver o mundo colocando-se à frente as boas coisas de todas as coisas. Procura não descortinar o mal.
Todo sentimento afeta a vida.
25 de novembro de 2006
Os desafios estão aí, por toda parte, provocando açodamentos. Há os que não se pode evitar e o modo de encará-los é totalmente individual.
Há sonhos com uma vida ideal, aquela que queremos ter mas com os acontecimentos que surgem fica difícil, às vezes imaginá-la. Uma imensidão de fatos pode ocorrer e não pode criar abalos porque nosso posicionamento vai ao encontro de muitas pessoas que precisam de ajudas. É preciso ação racional e experiência, superação de fases não boas porque será preciso enfrentar novas adversidades que invariavelmente surgirão pelo caminho.
A vida está sempre posicionada e posicionando-se de forma a nos oferecer muitas possibilidades. O ser humano é um eterno descobridor. Principalmente de si mesmo.
Tudo é busca. A do parecer? Do ser? A quem se quer atingir? A si mesmo ou a outras pessoas? A iluminação dos procedimentos pessoais vem de uma luz interior que deve ser procurada também com olhar interior, no silêncio, na quietude, no permitir ver o invisível que é realmente valioso.
A vida pode ser marcada por numerosas tormentas, não importa a época, mas é preciso continuar com beleza de virtudes para que haja brilho, esplendor que se destaque porque o tempo purifica e valoriza ações que serão reconhecidas como benfeitoras. Em tudo é preciso o respeitar pois esse procedimento é livre de soberba e avidez cedendo espaço para que haja desenvolvimento percebendo a dignidade e a nobreza alheias, os valores que circundam, as individualidades, não se atendo a formas de observação que subtraem o livre arbítrio.
O respeito produz a capacidade de ‘escutar’ a peculiaridade do outro e não preforma o que ouve subvertendo o entendimento.
O respeitador comporta-se com descontração e não com convulsões…